| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. fimbriata |
O beija-flor-de-garganta-verde é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
A espécie de beija-flor médio mais encontrada nos ambientes abertos e bordas de matas. Visita as flores de arbustos, trepadeiras e árvores isoladas ou na borda da mata. É afastado pelos beija-flores maiores, mas é agressivo com outros da mesma espécie ou menores.
Seu nome científico significa: de Amazilia = heroina Inca na novela “Les Incas, ou la destruction de l'Empire du Pérou” de Jean Marmontel (1777); e do (latim) fimbriata, fimbriatum = com franja, franjado. ⇒ Amazilia com franja.
A cor dominante é um verde claro, com tons brilhantes sob luz adequada. Olhos escuros e, atrás do olho destaca-se um ponto branco, mesmo tom da barriga e do desenho afunilado do peito, terminando na garganta de aspecto escamado, delimitado pelo verde dominante do pescoço e peito. Asas escuras e cauda arredondada com as penas centrais na cor verde-bronzeada, as demais penas da cauda são progressivamente escuras. Bico longo e reto, com a maxila escura e a mandíbula na cor rosada com a ponta escura. Os adultos possuem pernas e pés escuros. O centro do peito, abdome inferior e crisso são brancos, enquanto que os flancos são da cor verde com brilho bronzeado.
Macho e fêmea são muito semelhantes. As fêmeas adultas têm barras brancas na garganta. A plumagem da fêmea é ligeiramente mais opaca que a do macho.
Os jovens possuem coloração um pouco mais marrom-acinzentados com o abdome branco.
Possui um canto matinal, chilreado e repetitivo, emitido de poleiros tradicionais desde a madrugada. Para identificá-lo corretamente é necessário notar o tom verde fosco da garganta e a linha branca do peito, expandindo-se na barriga.
São sete as subespécies de (Amazilia fimbriata) com pequenas variações na plumagem:
.Amazilia fimbriata fimbriata (J.F. Gmelin, 1788) - Ocorre no nordeste da Venezuela da bacia do Orinoco para as Guianas e norte do Brasil, norte da Amazônia.
◦Amazilia fimbriata elegantissima (Todd, 1942) - Ocorre no extremo nordeste da Colômbia e norte e noroeste da Venezuela.
.Amazilia fimbriata apicalis (Gould, 1861) - Ocorre na Colômbia ao leste dos Andes.
.Amazilia fimbriata fluviatilis (Gould, 1861) - Ocorre no Sudeste da Colômbia e leste do Equador.
.Amazilia fimbriata laeta (Hartert, 1900) - Ocorre no nordeste do Peru.
.Amazilia fimbriata nigricauda (Elliot, 1878) - Ocorre no leste da Bolívia e Brasil central e sul da Amazônia.
.Amazilia fimbriata tephrocephala (Vieillot, 1818) - Ocorre na costa sudeste do Brasil do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Esta subespécie é ligeiramente maior que as outras subespécies.
Apesar de pequenos são ágeis e inquietos, podendo bater as asas até 70 vezes por segundo. Tal velocidade os garante a habilidade de ficarem parados no ar em pleno voo. Para manter tal velocidade, gasta muita energia, por isso alimentam-se cerca de 15 vezes por hora!
Na época de reprodução as fêmeas passam trabalhando, pois sozinhas elas montam o ninho, chocam e cuidam dos filhotes. Por sorte das fêmeas colocam apenas 2 ovos por vez. Os filhotes tornam-se rapidamente independentes. Em média com 4 semanas o filhote está pronto para partir do ninho. Alguns filhotes recém chegados ao mundo costumam confundir qualquer coisa colorida com alimento (flores), assim aproximando-se de qualquer objeto chamativo.
Adapta-se a ambientes urbanos e é um dos maiores frequentadores de garrafinhas de água com açúcar ou flores nas grandes cidades do centro do Brasil.
Graças a ossos curtos e flexíveis podem movimentar as asas em todas as direções e ter outra habilidade incomum: a de voar para trás.